quarta-feira, 30 de abril de 2008

O mistério do abismo Dinisiano

A minha rua é caótica. Caótica num sentido mais restrito ao que se verifica numa Avenida da República, mas ainda assim caótica. Parece às vezes que o Triângulo das Bermudas encontra o seu centro gravitacional aqui na rua, ou que, pelo menos, grande parte do quarteirão que rodeia a rua sofre um desvio que o atrai impulsivamente para ela. Se a um condutor ocorre subir ou descer para as ruas perpendiculares virá sempre esperar para virar na rua em questão, se há um grupo de crianças inocentes e alegres que queiram praticar um street racing de skates com 100 anos de idade e cujas rodas já nem sequer têm o mesmo tamanho cada uma (factor que acrescenta ao som dos gritos com o deslizar no alcatrao um ligeiro guincho de arranhão), é a esta rua que se lembram de vir, se incorre em qualquer vizinhos o hábito simpático de churrascar peixe aos fins de semana num agradável momento familiar ou de se reunir em colóquios em pleno nas portas de suas casas com o seus óculos escuros tipo ("Mr Anderson"), é aqui que vivem.
Do mesmo modo, quando chego a casa ou saio de casa já sei que vou encontrar, muito provavelmente, um de dois seres vivos, ou ambos: ou um vizinho (ou mais q 1), ou um gato(que é sempre), ou um cão de uma das ruas que anda a passear às escondidas dos donos e que sabe que nesta rua a liberdade de pessoas, bens e serviços é não só integral, como global a todos os animais.
Gosto da minha Rua.

1 comentário:

Vanessa disse...

Ah...essa maravilhosa rua...!essa que fica para cima do largo da princesa? e que vai dar á rua das lojas?!que por sua vez tem o café do careca?! Fantástica rua!lololol ai se falasse...