Tenho andado a passear imenso. Anteanteontem andei por aí com duas espanholas muito simpaticas. Vimos a Sorbonne e ainda tomámos um copo no Cafe de Flore. Paguei 5 euros e qualquer coisa por um cafe au lait, mas valeu a pena.
Anteontem depois da aula fui também com a Carmen, uma das espanholitas, visitar o quartier Marais. Muito giro! cheio de ruazinhas giras e lojas mais hip, mais acessíveis e cheias de coisas originais. Achei foi o Centre Pompidou tão feio que nem me deu vontade de entrar...parece um labirinto para ratos, é sinistro. Dizem que a arquitectura é dos anos 70-80 e é por isso que é tão diferente do resto. Bom, verdade é que fiquei mesmo sem jeito. ( Talvez também porque o ultimo museu que visitei foi o de Orsay, que adorei...e que é de traça clássica, muito bonito). Não sei. Depois vimos a Place de Vosges e mais umas pracinhas muito giras, escondidas, no entre caminho. Parece que o Strauss Kahn vive ali. Ricaço, of course!
Ontem fui, finalmente, atacar o Louvre. Impressões: as obras são todas incríveis, de ficar de boca aberta. As que mais gostei foram as italianas e a exposição do Egipto. A Mona lá estava, super convencidona, a olhar esguiamente e com aquele jeito de sorrir enigmático, toda ela inalcançável, cheia de protecções e de asiáticos com as suas máquinas histéricas atrás da corda a lançarem mil tiques nos seus botões, sem sequer pararem para olhar para o que têm à frente. (Isso é outra coisa. Vão todos ver a Mona, andam a correr nas várias alas até lá chegarem, não vêm mais nada...é tema para um debate gigantesco, mas hoje em dia com as maquinas digitais, as redes socias e tudo o mais, deixou-se de viver NA HORA para se passar a viver EM PROL das redes de comunicação. Enfim, acho que é um bocado triste.). Outra coisa que me fez pensar foi o porquê da Mona?! Vi obras lindas, umas bem mais espectaculares e sublimes que a Mona, mas sem praticamente ninguém a observá-las. O que é que tem a Mona? é um quadro fantástico, claro, tem uma história particular, é uma obra mencionada nos livros desde sempre, representa uma figura enigmatica, com um sorriso fascinante. Mas há tantos mais quadros, igualmente fascinantes, ou até mais, cheios de pormenores interessantes...criou-se uma imagem tal em cima do quadro, que qualquer valoração objectiva do mesmo é difícil de criar sem ter em conta tudo o que já se ouviu dizer do quadro. Depois ainda pesa pensar que porque um ou mais sujeitos, a dada altura, começaram a dar uma importância particular ao quadro, seguidos de muitos mais, tomando inspiração incluindo para escrever livros e desenvolver mil teorias, que por essa mesma razão, o resto do mundo inteiro, quando entra no Louvre, (e atenção, eu incluo-me neste aglomerado), só quer é ver a Mona. Não tenho nada contra a Mona nem o Leonardo, pelo contrário, acho o quadro magnífico e até tirei uma fotografia ao mesmo (guilty), mas não pude deixar de reflectir...É que ao sair da ala da Jioconda (cujas indicações têm início logo na entrada do Louvre, é A obra a ver), e ao olhar para os outros milhares de quadros sublimes, a questão colocou-se quase imediatamente.
Porquê a Mona?!
2 comentários:
"Mona lá estava, super convencidona" é a melhor frase DE SEMPRE!! Sou como tu! Não entendo bem o fascinio pela Gioconda quando há tantos quadros melhores, mas acho que é mesmo a "publicidade" que faz destas coisas... o Leo foi esperto e provavelmente criou uma tal imagem de mistério atrás do quadro que o tornou tão famoso!
O Pompidou é medonho, yes, mas a place des Vosges é um máximo não é? Eu adorei, e toda essa zona com as lojinhas e galerias de arte pequenas mas muito fashion! Estou com uma inveja da tua journée em paris ... mas ainda bem que estás a aproveitar mil!! :) Bjs e keep posting que adoro ler e ver as fotografias!
LOL
Pois, o Leo é que foi esperto...
É linda a Place de Vosges! e as ruazinhas à volta são um mimo!!
bjs :)
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