O que fazer quando acontece algo de muito mau a alguém que conhecemos, mas de quem não somos propriamente amigos, seja porque o fomos e já não somos, seja porque nunca fomos e começamos timidamente a ser?
Se vamos falar quase que somos cínicos. Parece que só nos demos ao trabalho de fazer alguma coisa por causa da infeliz circunstância. Quer dizer, se ela não tivesse ocorrido esse alguém continuava no nosso esquecimento, talvez com sorte uma breve lembrança em conversa ocasional sobre anos de "tchiiiiiiiiii!!!!!......há quanto tempo!!!!!".
Já se não falamos parece que fica qualquer coisa a martelar , a remoer e a remoer na cabeça durante uns tempos, que nos faz sentir mal por não termos feito nada, nem uma palavrinha!; quanto mais não seja por uma questão de educação, deviamos mostrar solidariedade com a situação. Mas o que é certo é que a consciência não nos larga até decidirmos o que fazer. E depois não nos larga por causa do que decidimos fazer! E ontem dei por mim confrontada com este dilema.
Fui alvo indirecto das últimas notícias sobre a "onda de violência" no País, concretamente da que atingiu dois jovens em Lisboa. Lamentável e preocupante para a sociedade portuguesa, mas sobretudo uma infeliz coincidência para o jovem em causa. E para mim, que me pus a pensar.
1 comentário:
Longe de querer parecer uma conselheira/psicóloga ou querer retirar clientela a todos aqueles "Professores" (Mamadu e companhia) que enchem as páginas dos jornais, na minha modesta opinião creio que devemos dar mais importância às "marteladas" que a nossa consciência nos dá. Pelo menos tenho sempre aplicado esse princípio e tenho tido bons resultados. O mesmo não significa que se aplique a todos os casos e que tenhas que seguir este conselho ;) Acredito que não devemos ficar a imaginar no que a(s) outra(s) pessoa(s) vai(/vão) pensar, mas devemos seguir aquela voz que nos grita que devemos agir... Acredito também que é preferível arrependermo-nos de algo que fizemos do que de algo que ficou por fazer... Assim nunca saberíamos como teria sido "se..."! Há tempos ocorreu-me uma situação semelhante e uma feliz coincidência fez com que eu tomasse a iniciativa de falar com determinada pessoa. A feliz coincidência foi o impulso, a alavanca, pois o motivo não era o melhor. E, uma vez mais, fui bem sucedida nesta missão. Espero que estas palavras tenham sido úteis... Um grande beijinho.
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